sexta-feira, 3 de abril de 2009

Chicão, o cordial

Cansado da agitação da vida urbana, Celso larga o emprego, compra um
pedaço de terra no Amazonas e se muda para lá.
Ele vê o carteiro uma vez por semana e vai à mercearia uma vez por mês.
No mais, é paz e tranqüilidade.
Seis meses depois, em dezembro, alguém bate na porta.
Celso abre e vê um homem barbudo, enorme, que diz:
- Meu nome é Chicão, seu vizinho, 7 léguas daqui. Festa de Natal lá em
casa, sexta-feira. Começa às cinco.
Celso se entusiasma:
- Ótimo, depois de seis meses por aqui, na solidão, nada melhor que
isso. Muito obrigado, vou sim.
Chicão começa a ir embora, pára e diz:
- Seguinte: vai rolar bebida.
- Sem problema. Eu topo.
Novamente Chicão começa a ir embora, mas pára e diz:
- Olha, também pode ter briga.
- Sem problema, eu sei evitar, me dou bem nesses lugares. Mais uma vez obrigado.
Chicão continua:
- E pode ter sexo meio selvagem...
- Também não é problema. Eu estou aqui faz 6 meses. Mais um motivo
para ir. E, aproveitando, me diz uma coisa: qual é o traje?
Chicão: - Cê que sabe. É só nós dois...

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